Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Evite esse Erro Idiota (Enquanto Ainda há Tempo)

O mercado financeiro adora a complexidade por um motivo simples: ela vende. É difícil cobrar taxas altas por uma estratégia de comprar boas empresas e esperar.
Imagem: freepik.

Era o dia 8 de dezembro de 1903. As margens do rio Potomac, em Washington D.C., estavam lotadas de jornalistas, congressistas e curiosos. Eles estavam ali para testemunhar a história sendo feita.

No centro das atenções estava Samuel Langley. Ele não era um aventureiro qualquer. Langley era secretário do Instituto Smithsonian, amigo de Alexander Graham Bell e contava com um financiamento robusto do Departamento de Guerra dos Estados Unidos. Ele tinha a melhor equipe, os melhores materiais e o projeto mais complexo e caro da época para tentar fazer o homem voar.

O “Grande Aeródromo”, como ele chamava sua máquina, era uma maravilha da engenharia complexa. Tinha um motor potente, múltiplas asas e um sistema de lançamento elaborado via catapulta sobre uma casa-barco.

O piloto acionou o motor. A multidão prendeu a respiração. A catapulta disparou.

E a máquina complexa de Langley mergulhou direto nas águas geladas do rio como um tijolo. Fracasso total. A imprensa ridicularizou o esforço. O New York Times chegou a dizer que o voo humano talvez levasse mais de um milhão de anos para acontecer.

Nove dias depois.

A centenas de quilômetros dali, nas dunas isoladas de Kitty Hawk, dois irmãos donos de uma loja de bicicletas preparavam sua própria máquina. Eles não tinham financiamento do governo. Não tinham diploma universitário. Não tinham imprensa cobrindo.

A máquina de Orville e Wilbur Wright era, em comparação, rudimentar. Feita de madeira, tecido e peças de bicicleta. O custo total do projeto foi uma fração do que Langley gastou apenas em almoços para sua equipe.

Mas no dia 17 de dezembro de 1903, a máquina simples dos irmãos Wright decolou, voou e pousou.

Por que estou te contando isso hoje?

Porque essa história ilustra uma verdade que o mercado financeiro tenta esconder de você todos os dias: complexidade não é sinônimo de sucesso. Muitas vezes, é apenas o caminho mais caro para o fracasso.

Existe um conceito filosófico chamado Navalha de Ockham, atribuído ao frade franciscano Guilherme de Ockham, do século XIV. Em resumo, o princípio diz que, diante de várias explicações ou soluções para um problema, a mais simples tende a ser a verdadeira.

Na ciência, na engenharia e na vida, adicionar peças móveis aumenta a chance de algo quebrar.

No entanto, quando olhamos para o mundo dos investimentos, vemos uma verdadeira obsessão pelo oposto.

É natural. Quando começamos a investir, somos bombardeados por informações. Gráficos com dezenas de linhas coloridas, termos em inglês, derivativos, algoritmos de alta frequência e produtos estruturados que parecem ter saído de um laboratório da NASA.

O iniciante olha para isso e pensa: “Nossa, isso parece difícil. Se é difícil e complexo, deve ser bom. Deve render mais.”

E é aqui que mora o perigo.

O mercado financeiro adora a complexidade por um motivo muito simples: a complexidade vende. É difícil cobrar taxas altas por uma estratégia simples de comprar boas empresas e esperar. Mas é muito fácil cobrar taxas exorbitantes por um fundo multimercado com alavancagem em juros futuros e proteção cambial estruturada.

A indústria cria produtos como os COEs (Certificados de Operações Estruturadas), que, embora tenham um discurso de venda atrativo, muitas vezes entregam retornos baixos ou nulos, enquanto pagam comissões altas para quem vende.

A verdade incômoda que eu aprendi em mais de duas décadas de mercado é que o dinheiro de verdade não é feito na complexidade. Ele é feito na simplicidade bem executada.

Na GuiaInvest, nosso princípio central é a “Simplicidade com Inteligência”. Acreditamos que a boa gestão do dinheiro não é sobre adivinhar o mercado ou usar o ativo da moda, mas ter clareza e método.

Pense nos maiores investidores da história. Warren Buffett não usa algoritmos complexos. Ele lê balanços, entende o negócio, compra se o preço estiver bom e segura por décadas. É simples. Tão simples que chega a ser entediante para quem busca adrenalina.

Mas o tédio, nos investimentos, é lucrativo. A adrenalina custa caro.

Esse conceito de minimalismo não se aplica apenas à sua carteira de ações. Ele é vital para a sua vida.

Vivemos em uma era de ruído. Temos acesso a tudo, o tempo todo. E a tendência natural é acumular. Acumulamos objetos que não usamos, assumimos compromissos que não queremos e consumimos informações que não nos servem.

Assim como uma carteira de investimentos cheia de ativos ruins e desconexos drena seu patrimônio, uma vida cheia de excessos drena sua energia mental.

Morgan Housel, autor de “A Psicologia Financeira”, costuma dizer que a riqueza é o que você não vê. É o carro que você não comprou, as roupas caras que não adquiriu. É a opção de ter liberdade.

Minimalismo nos investimentos é cortar o que não agrega.

É olhar para a sua carteira e perguntar: “Eu realmente preciso desse fundo que cobra 2% de taxa e perde para o CDI há 5 anos?”. “Eu preciso acompanhar a cotação a cada 10 minutos?”. “Eu preciso de 20 ativos diferentes se 10 bons ativos fariam o trabalho melhor?”.

Quando você aplica a Navalha de Ockham aos seus investimentos, você remove o ruído.

Você para de tentar prever o que o Banco Central vai fazer com os juros (algo que não controlamos) e foca em poupar todos os meses e escolher bons ativos (algo que controlamos).

Você troca a especulação de curto prazo, que é complexa e estressante, pela filosofia de longo prazo, que é simples e poderosa.

Investir de maneira simples não significa ser simplório. Significa ter a sofisticação de entender o que é essencial e ignorar o resto.

A complexidade alimenta o ego. A simplicidade alimenta o bolso.

Langley queria os aplausos e a grandiosidade de uma máquina complexa. Ele acabou no fundo do rio. Os irmãos Wright queriam apenas voar. Eles focaram no essencial. E ganharam os céus.

Se você sente que sua vida financeira está mais parecida com o “Grande Aeródromo” de Langley — cheia de peças, custos altos, difícil de entender e sem sair do lugar —, talvez seja a hora de usar a navalha.

Talvez seja a hora de simplificar.

Limpar a carteira, focar no que funciona e ter um plano claro para os próximos 10, 20 anos.

Se você quiser a ajuda do meu time para aplicar esse filtro de simplicidade e eficiência nos seus investimentos, eu convido você a agendar uma conversa sem custo.

[QUERO AGENDAR MEU DIAGNÓSTICO GRATUITO]


Esse conteúdo foi útil pra você? Clique aqui para deixar seu feedback.

COMPARTILHE

Dicas de Investimentos em seu Email

Ao clicar no botão você autoriza o GuiaInvest a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

O Que Ler Agora...

plugins premium WordPress

Quer ganhar um plano de investimentos para aumentar a rentabilidade da sua carteira?

Responda 4 perguntas rápidas e ganhe uma consulta gratuita com um consultor.

Quer saber se sua carteira está realmente protegida contra a próxima crise?

Faça um Diagnóstico Gratuito e Descubra onde estão os Riscos e Oportunidades do seu Patrimônio.

Sem compromisso. Atendimento 100% independente e isento de comissões.