Caro leitor,
Deixa eu te contar uma história que aconteceu na primavera de 1720, em Londres.
Nessa época, a Inglaterra vivia um momento de euforia financeira sem precedentes. As ações da South Sea Company, uma empresa que detinha o monopólio do comércio com a América do Sul, estavam disparando. Todo mundo falava sobre isso. Nas cafeterias, nos jantares, nas ruas.
Havia um investidor ilustre nessa história. Um homem considerado, até hoje, uma das mentes mais brilhantes que já pisaram na Terra: Sir Isaac Newton.
Newton, percebendo o movimento, comprou ações da companhia. O preço subiu, ele teve um lucro excelente e vendeu sua posição, embolsando 7.000 libras. Uma fortuna na época.
Mas aí aconteceu o que o mercado faz de melhor: testar o nosso emocional.
As ações continuaram subindo. E subindo. E subindo.
Newton via seus amigos, pessoas com uma fração do seu intelecto, ficando absurdamente ricas enquanto ele estava de fora. A sensação de ficar para trás, o famoso FOMO (Fear Of Missing Out), bateu forte.
Não aguentando mais, ele entrou de novo. Mas dessa vez, ele entrou no topo, com muito mais dinheiro do que antes.
Pouco tempo depois, a bolha estourou. As ações da South Sea Company viraram pó.
Isaac Newton perdeu 20.000 libras. Trazendo para valores atuais, estamos falando de milhões de dólares. Ele perdeu quase tudo o que tinha.
Dizem que, pelo resto da vida, ele proibiu que qualquer pessoa pronunciasse as palavras “South Sea” na presença dele. E foi desse episódio que surgiu sua famosa frase:
“Eu consigo calcular o movimento dos corpos celestes, mas não a loucura das pessoas.”
Por que estou te contando isso?
Porque essa história tem 300 anos, mas poderia ter acontecido na semana passada com Bitcoin, com alguma ação de tecnologia ou com a promessa do momento.
O mundo muda. A tecnologia avança. As ferramentas ficam mais rápidas. Hoje temos algoritmos de alta frequência, inteligência artificial e acesso à informação em tempo real.
Mas existe uma coisa que não muda: a natureza humana.
E é sobre isso que eu quero conversar com você hoje.
Muitas vezes, passamos tempo demais tentando adivinhar o que vai mudar. Qual será a próxima grande inovação? Qual setor vai explodir ano que vem? Qual será a taxa de juros em 2026?
Mas, como Jeff Bezos costuma dizer, a pergunta mais importante não é o que vai mudar, mas sim: o que NÃO vai mudar nos próximos 10 anos?
Quando você foca no que é imutável, você constrói uma base sólida. E no mundo dos investimentos, o que nunca muda é o comportamento.
Eu estudo finanças comportamentais há décadas e percebi uma verdade incômoda. Não é o conhecimento técnico que separa quem tem sucesso de quem fica pelo caminho. É o comportamento.
O medo, a ganância, a impaciência e a tendência a seguir a manada são “instalações de fábrica” do cérebro humano. Nós somos programados para buscar segurança no grupo e fugir da dor no curto prazo.
O mercado financeiro nada mais é do que o comportamento agregado de milhões de pessoas lidando com essas emoções ao mesmo tempo.
A Lição do “Mesmo de Sempre”
Morgan Housel, autor de A Psicologia Financeira , lançou recentemente um livro chamado Same as Ever (O Mesmo de Sempre). A premissa é brilhante: as tecnologias mudam, mas as histórias se repetem porque os humanos continuam sendo humanos.
Se você entende isso, você para de tentar prever o futuro e começa a se preparar para ele.
Você aceita que crises vão acontecer. Não sabemos quando, nem por qual motivo, mas sabemos que o pânico humano sempre cria oportunidades para quem tem liquidez e calma.
Você aceita que a volatilidade é o preço do ingresso, não uma falha do sistema.
Você entende que o segredo não é ter o QI do Isaac Newton. É ter o temperamento que ele não teve naquele momento.
Warren Buffett, que é a prova viva de que o longo prazo funciona, diz que investir não é um jogo onde o cara com 160 de QI ganha do cara com 130 de QI. A partir de um certo nível de inteligência, o que você precisa é ter controle emocional para não fazer as bobagens que a maioria das pessoas faz quando o mercado aperta.
O paradoxo da simplicidade
Na GuiaInvest, minha missão sempre foi ajudar pessoas a investirem com consciência e simplicidade. E a simplicidade é difícil.
É difícil porque nosso cérebro adora complexidade. Achamos que, para ganhar dinheiro, precisamos de estratégias mirabolantes, gráficos complexos e movimentação constante.
Mas o que funciona hoje é o mesmo que funcionava há 50 anos e o que vai funcionar daqui a 50 anos:
- Gastar menos do que ganha.
- Investir a diferença em ativos de valor (empresas sólidas, bons imóveis).
- Deixar os juros compostos trabalharem por tempo suficiente.
- Não interromper o processo quando o mundo parecer que vai acabar.
Parece óbvio, não é? Mas como disse Newton, calcular a órbita de um cometa é exato; controlar a vontade de vender tudo na baixa (ou comprar tudo na alta) é humano.
Você está protegido de você mesmo?
A maior ameaça ao seu patrimônio não é a inflação, o governo ou a taxa de juros. Muitas vezes, a maior ameaça é você mesmo, ou melhor, as suas reações emocionais aos eventos.
É por isso que eu defendo tanto o modelo de consultoria independente.
Não é apenas sobre escolher as melhores ações ou fundos. É sobre ter alguém ao seu lado que não está emocionalmente envolvido com o seu dinheiro. Alguém que atue como um “circuito de segurança” entre você e o botão de venda em momentos de pânico, ou o botão de compra em momentos de euforia.
Na GuiaInvest Wealth, nosso trabalho técnico é selecionar os melhores ativos. Mas nosso trabalho real, aquele que muda vidas, é garantir que o cliente se mantenha no plano quando tudo ao redor diz para ele sair.
Nós olhamos para o seu patrimônio com a frieza que você talvez não consiga ter, porque é o suor do seu trabalho que está ali.
Um convite para a clareza
Se você sente que, às vezes, toma decisões de investimento baseadas no calor do momento, ou se você tem aquela sensação de que sua carteira é uma colcha de retalhos de “dicas quentes” do passado que não fazem mais sentido hoje, eu quero te fazer um convite.
Nós separamos algumas vagas na agenda da nossa equipe sênior para uma Sessão de Diagnóstico Patrimonial Gratuito.
Não é uma conversa para te vender produtos. Nós não ganhamos comissão sobre o que você investe. Nosso modelo é fee only, livre de conflito de interesses.
O objetivo dessa conversa é olhar para a sua situação atual, entender seus objetivos de vida e apontar onde o seu comportamento (ou a falta de estratégia) pode estar colocando tudo a perder.
Queremos te ajudar a construir uma carteira resiliente, baseada em fundamentos que funcionam sempre, e não apenas na “moda da semana”.
Para agendar sua conversa, é só clicar no link abaixo:
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Lembre-se: o mercado muda todo dia. A natureza humana, não. Monte sua estratégia baseada no que permanece.
Um abraço,
André Fogaça.
P.S.: Você já cometeu algum erro financeiro puramente emocional, como o do Newton? Se sentir à vontade, responde esse e-mail me contando. Eu leio tudo e, acredite, eu também já tive meus momentos de aprendizado.
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