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A Única Coisa que um Gestor de Fundos Bilionários Jamais Terá

Quando você elimina o ruído, as taxas escondidas, os conflitos de interesse e a necessidade de "bater o mercado" no curto prazo, você finalmente encontra a paz.
Imagem: homem com um cofre cheio de dinheiro.

Mais que a vida inteira.

Foi isso que um único homem faturou em apenas 24 horas.

Para entender o peso disso, preciso levar você para uma festa exclusiva em Shelter Island, um refúgio de luxo perto de Nova York. O anfitrião da festa era um gestor de fundos de hedge — um desses gigantes do mercado financeiro que movimenta bilhões.

Entre os convidados, estavam dois velhos amigos e lendas da literatura americana: Kurt Vonnegut e Joseph Heller, o autor do clássico mundial Catch-22.

Enquanto observavam a opulência ao redor, Vonnegut cutucou Heller e fez um comentário sobre a disparidade brutal que viam ali.

Ele disse: “Joe, o nosso anfitrião ganhou ontem, em um único dia de negociações, mais dinheiro do que você recebeu com seu romance best-seller em toda a sua história”.

Pense nisso. O trabalho de uma vida inteira de um escritor consagrado, superado pelo lucro de um único dia de especulação financeira.

Mas Heller não se abalou. Ele olhou para o amigo e respondeu com uma clareza que corta como navalha:

“Sim, mas eu tenho algo que ele nunca terá… o suficiente.” 

O suficiente.

Fiquei atordoado pela eloquência simples dessa palavra quando li essa história na introdução do livro Enough (O Suficiente, em tradução livre), de John C. Bogle.

Bogle não é um teórico de poltrona. Ele foi o fundador do Vanguard Group e uma das lendas vivas do mercado financeiro americano até seu falecimento. Ele construiu uma carreira de mais de meio século observando como o dinheiro se move.

E a conclusão dele é dura, mas necessária: vivemos em uma sociedade, e especialmente em um mercado financeiro, que perdeu a noção do que é “o suficiente”.

Essa falta de limite não é apenas um problema filosófico. Ela custa dinheiro. O seu dinheiro.

Vou explicar o porquê.

O Custo do “Mais”

Existe uma verdade que o mercado tenta esconder de você, mas que Bogle chamava de “As Regras Implacáveis da Aritmética Humilde”.

A regra é simples: o retorno bruto gerado pelos mercados, menos os custos do sistema financeiro, é igual ao retorno líquido que sobra para você.

Parece óbvio, certo? Mas as implicações são profundas.

O sistema financeiro, por definição, subtrai valor do investidor.

Nós nos movemos para um mundo onde muitos já não “fazem” nada; eles apenas negociam papéis, trocando ações e títulos uns com os outros, e pagando aos “croupiers” financeiros — corretores, gestores, bancos — uma verdadeira fortuna para facilitar esse jogo.

Quanto mais o sistema financeiro leva, menos o investidor ganha.

É aqui que entra a genialidade da resposta de Joseph Heller.

Quando você não sabe o que é “o suficiente”, você é seduzido pela promessa de “mais”. Mais retorno rápido, mais complexidade, mais produtos “exclusivos”.

E adivinhe? A inovação no setor financeiro quase sempre é desenhada para beneficiar quem cria os produtos complexos, não quem os compra. Bogle usa um termo forte para isso: alquimia. Eles tentam transformar chumbo em ouro, criando produtos complexos, opacos e caros.

Mas chumbo continua sendo chumbo.

O investidor alimenta a base dessa cadeia alimentar tremendamente custosa. E a única maneira de você garantir sua parte justa dos retornos que as empresas produzem é minimizar o que a comunidade financeira extrai de você.

O Coelho Falso

Há outra história no livro que me tocou profundamente e que ilustra o perigo dessa busca incessante.

Bogle conta sobre um reverendo que visitou a casa de sua sobrinha e encontrou um velho cão da raça galgo, daqueles usados em corridas para perseguir coelhos mecânicos em pistas de aposta .

O reverendo perguntou ao cão (numa fábula imaginária, claro): “Você ainda corre?”

“Não”, respondeu o cão.

“Você ficou velho demais?”

“Não, eu ainda tinha corrida em mim.”

“Você não ganhava?”

“Ganhei mais de um milhão de dólares para meu dono.”

“Então, por que parou?”

O cão respondeu: “Eu desisti. Descobri que o coelho que eu estava perseguindo não era de verdade.”

Quantas vezes nós, investidores, corremos em círculos perseguindo o coelho falso do “sucesso” medido apenas por acumulação, fama ou poder, ou tentando bater o mercado a qualquer custo, apenas para descobrir que o jogo estava viciado desde o início?

No mundo dos investimentos, esse “coelho falso” é a especulação. É a tentativa de adivinhar o curto prazo, de comprar o ativo da moda, de girar a carteira incessantemente.

Bogle nos lembra que investir é sobre a propriedade de longo prazo de negócios reais. Especulação é apenas apostar no preço de papéis.

No longo prazo, o investidor ganha. O especulador, por causa dos custos, perde. É matematicamente impossível que seja diferente.

Vendedores versus Guardiões

O problema central que enfrentamos hoje, e que motivou a criação da GuiaInvest Wealth, é exatamente o que Bogle diagnosticou com precisão cirúrgica: o mercado financeiro mudou de um negócio de stewardship (guardiões do patrimônio) para um negócio de salesmanship (vendedores de produtos).

Antigamente, a relação era de confiança. Hoje, é de transação.

Quando o provedor de serviços financeiros se torna um martelo, o cliente passa a ser visto como um prego.

As corretoras e bancos criaram um ambiente onde a complexidade é vendida como sofisticação. Eles dizem: “Não fique parado aí, faça alguma coisa!”. Eles querem que você gire, compre, venda, pague taxas, comissões e spreads.

Mas a sabedoria real, aquela que gera riqueza de verdade, muitas vezes diz o oposto: “Não faça nada, apenas fique aí”. Mantenha o curso. Siga o plano.

Isso exige caráter.

Como disse Bogle, vivemos em uma era com “muita conduta de negócios e pouca conduta profissional”. O profissional verdadeiro coloca o interesse do cliente acima do seu. O homem de negócios focado apenas em vendas coloca a meta do mês acima da sua vida financeira.

O Que é “O Suficiente” Para Você?

“O suficiente” não significa pouco. Não significa mediocridade.

Para nós na GuiaInvest, “o suficiente” significa ter os recursos para garantir a segurança da família, a educação dos filhos e uma aposentadoria digna, sem precisar virar refém do mercado ou da ganância de terceiros.

Significa ter uma carteira de investimentos que trabalha para você, e não para o seu assessor.

Significa focar no que é real: simplicidade, custos baixos, diversificação e visão de longo prazo.

Bogle disse algo que levo para a vida: “A estratégia mais produtiva de investimento é a mais simples, a mais pacífica e a de menor custo”.

Quando você elimina o ruído, elimina as taxas escondidas, elimina os conflitos de interesse e elimina a necessidade neurótica de “bater o mercado” no curto prazo, você finalmente encontra a paz.

Você encontra o seu “suficiente”. E, paradoxalmente, é assim que seu patrimônio cresce de verdade.

Se você sente que, talvez, esteja perseguindo um coelho mecânico que não é real, ou que seu patrimônio está sendo corroído pelos “croupiers” do mercado que vendem complexidade para extrair valor do seu bolso, talvez seja hora de pararmos para conversar.

Nossa missão é trazer de volta o conceito de stewardship — de cuidar do seu dinheiro como se fosse o nosso, com ética e transparência.

Se você quer saber se sua carteira atual está desenhada para enriquecer você ou o sistema financeiro, convido você para uma conversa franca.

[Agende aqui sua Sessão de Diagnóstico Patrimonial Gratuito com a nossa equipe.]

Vamos descobrir juntos o que é o suficiente para você viver com liberdade real.

Um abraço e bons investimentos.

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