Desde que me mudei para os Estados Unidos, aprendi que o calendário americano tem um ritmo próprio, muito diferente do nosso dezembro no Brasil, que mistura a correria do fim de ano com o calor do verão e a ansiedade pelas férias.
Aqui, o final de novembro traz uma pausa quase sagrada: o Thanksgiving, ou Dia de Ação de Graças.
Para quem vê de fora, pode parecer apenas mais um feriado com muita comida e desfiles na televisão, mas vivendo aqui a gente percebe que é algo muito mais profundo.
É o momento em que o país inteiro para.
Os mercados financeiros fecham, as negociações em Wall Street cessam e o barulho incessante dos tickers de ações dá lugar ao silêncio e à reunião familiar.
Ontem, enquanto eu caminhava por um supermercado aqui em Sunny Isles para as compras de última hora, fiquei observando as pessoas.
Vi carrinhos cheios de comida para compartilhar e pessoas apressadas, não pelo estresse do trabalho, mas pela ansiedade de encontrar quem elas amam.
Essa atmosfera me fez refletir sobre algo que muitas vezes esquecemos quando estamos imersos na volatilidade do dia a dia.
No mercado financeiro, somos treinados a olhar sempre para o futuro…
Mas o Thanksgiving nos obriga a olhar para o retrovisor com gratidão.
Ele nos lembra que a riqueza não serve apenas para acumular números na conta bancária, mas para nos dar a liberdade de parar, de sentar à mesa com a família e estar inteiramente presente com as pessoas que realmente importam.
Essa segurança é algo palpável aqui. Não digo isso para exaltar os Estados Unidos como um lugar perfeito, mas existe uma solidez institucional que permite que as pessoas planejem o feriado do ano que vem, e do próximo.
A previsibilidade é a base da tranquilidade.
No Brasil, infelizmente, nos acostumamos a viver em um estado de alerta constante. Lembro de como era difícil me desligar totalmente, pois sempre havia uma notícia de Brasília ou uma oscilação brusca no câmbio roubando minha atenção.
Nós desenvolvemos uma casca grossa para sobreviver às incertezas, mas existe uma diferença enorme entre sobreviver e ter paz de espírito.
Ao observar a movimentação desta semana, percebi que investir no exterior é, em essência, um ato de buscar essa mesma paz.
Quando você diversifica seu patrimônio globalmente, não está apenas comprando dólares; você está comprando o direito de se desconectar da instabilidade crônica.
Você garante que, independentemente do que aconteça na política local, uma parte do seu suor está protegida em uma moeda forte e em uma economia que atravessa séculos com robustez.
Pense no mercado financeiro global como uma grande mesa de Ação de Graças: farta, com oportunidades de todos os setores e geografias.
O investidor que fica restrito ao Brasil escolhe se alimentar apenas de um prato e, se esse prato azedar, ele fica sem opções.
Já o investidor global tem a mesa inteira à disposição, podendo escolher entre a tecnologia do Vale do Silício, a solidez dos títulos do Tesouro americano ou a tradição da Europa. Essa abundância é o que gera a verdadeira antifragilidade.
Durante esta semana, conversei com alguns amigos e investidores que também vivem aqui e o tema raramente foi “quanto dinheiro fizemos”, mas sim a liberdade que esse dinheiro proporcionou.
Falamos sobre ver os filhos crescerem com segurança e a tranquilidade de saber que o patrimônio suporta os solavancos do mundo.
Um cliente até me disse recentemente que, pela primeira vez em anos, conseguiu tirar férias sem checar a cotação do dólar todos os dias. Para mim, esse controle sobre o próprio tempo é o maior retorno que existe.
Nesta semana de Ação de Graças, minha reflexão para você é sobre a sua própria “colheita”. Como investidores, estamos sempre plantando, mas precisamos garantir que o solo seja fértil.
Não adianta ter as melhores sementes se a terra for árida ou o clima imprevisível demais.
O mercado internacional oferece esse solo fértil, onde suas sementes crescem regadas pela inovação constante e pela força das maiores empresas do planeta.
Ao olhar para a sua carteira hoje, pergunte-se se você está plantando em terreno firme e se, daqui a dez anos, terá motivos para agradecer.
A beleza de investir globalmente é que você deixa de depender da sorte e passa a depender do crescimento econômico mundial.
Enquanto as luzes se acendem aqui na vizinhança e o cheiro de peru assado toma conta do ar, sinto uma gratidão imensa por ter expandido meus horizontes e entendido que o mundo é muito maior do que as fronteiras geográficas onde nasci.
Espero que você possa tirar um momento neste fim de semana para refletir sobre o que realmente importa.
A verdadeira riqueza é silenciosa: ela não grita, não causa ansiedade e apenas serve de base para que você viva a vida que escolheu.
Se esta mensagem de gratidão e perspectiva global fez sentido para você, eu adoraria saber.
Me responda aqui contando o que você gostaria de “colher” nos próximos anos com seus investimentos. Eu leio pessoalmente todas as respostas e gosto muito de conhecer as histórias de quem me acompanha nesta jornada.
E se você sente que chegou a hora de preparar o solo para uma colheita mais farta e segura, dolarizando parte do seu patrimônio com inteligência, nós podemos ajudar.
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Um excelente fim de semana e, como dizemos por aqui, Happy Thanksgiving.






