Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Onde Investir em 2026: Chegou a Hora de Ser Seletivo

Ainda há espaço para rentabilidade em 2026? Sim, mas será preciso ser mais seletivo para conseguir rentabilidades atrativas.
Imagem: urso representando um mercado financeiro em baixa.

Você provavelmente está olhando para as manchetes e pensando: “As bolsas estão em máximas históricas por todos os lados. Ainda há espaço para rentabilidade em 2026?” A resposta é sim, mas será preciso ser mais seletivo para conseguir rentabilidades atrativas.

O S&P 500 aproxima-se de 6.900 pontos, o Ibovespa testa suas máximas, Europa e Ásia também celebram recordes. Mas aqui está o ponto que poucos comentam: máximas históricas nos índices não significam máximas históricas em cada ação. E 2026 será exatamente o ano em que essa diferença vai importar muito.​

Deixa eu te explicar por quê.

Quando você vê o S&P 500 em recorde, o que você está vendo é a performance de um punhado de gigantes de tecnologia puxando o índice para cima. Os analistas de Wall Street projetam que o S&P 500 termine 2026 entre 7.300 e 7.800 pontos (não exatamente uma trajetória explosiva a partir de onde estamos). O P/L (relação preço/lucro) projetado está em torno de 22-23 vezes, acima da média histórica de 18-19 vezes. Ou seja, o mercado está precificando bastante crescimento de cara ao futuro e um retorno prospectivo limitado.

Mas dentro desse mercado caro, existem minas de ouro espalhadas. E você não as vê porque o índice não destaca os descontos. Nessa hora a seletividade na escolha dos ativos pode fazer uma grande diferença.

No Brasil, o cenário é diferente. A Selic está em 15% ao ano, mas o mercado aguarda redução gradual ao longo de 2026. A projeção mediana é chegar a 12,25% até o final do ano. Isso muda bastante o cenário.​

Quando os juros caem (e no Brasil há espaço real para queda) as ações tendem a se valorizar, porque o “preço do dinheiro” fica mais barato e isso afeta diretamente o valor das ações por duas vias principais: o custo de capital e as expectativas de lucro futuro.

Apesar do índice IBOV testar máximas nas últimas semanas, ainda temos diversas empresas apresentando desconto na bolsa brasileira, como por exemplo no setor de commodities agrícolas e empresas de petróleo. Mas atenção, porque essas empresas cíclicas podem não atender a necessidade de todo tipo de investidor.

O ponto-chave aqui é “não compre tudo de commodity”. Existem empresas inseridas em outros setores que também se mostram atrativas para novos aportes. Avalie a qualidade e o preço relativamente baixo das empresas, dando prioridades a empresas líderes em setores essenciais, gerando caixa robusto, pagando bons proventos e negociando com múltiplos descontados.

Na renda fixa, os spreads de crédito (a diferença de retorno entre um título de empresa e um título público) diminuíram tanto que alguns papéis de grandes empresas listadas em bolsa chegaram a oferecer recentemente retorno negativo em relação aos títulos públicos.

Considerando esse cenário, os títulos públicos brasileiros estão oferecendo uma relação risco-retorno genuinamente atrativa. Se o Banco Central reduzir a Selic como esperado, esses títulos têm potencial para ganhar na marcação a mercado. Nesse caso, você recebe o rendimento contratado e ainda lucra com a valorização do papel.​​

Para quem quer renda fixa com menor volatilidade e ainda assim com retorno sólido, a recomendação é por títulos com vencimento mais curto. Caso o investidor aceite um grau de volatilidade maior, títulos de renda fixa com vencimento longo podem entregar rentabilidades muito interessantes considerando o cenário atual de juros ainda elevados.  

A seletividade aqui significa: foque no prazo mais adequado para seus objetivos e  evite títulos com spread negativo. Simples assim.

Em relação a investimentos em ações nos EUA, os analistas falam que “o S&P 500 está caro”. Isso parece verdade quando avaliamos os múltiplos, mas esse “caro” é relativo.

Existem empresas nos EUA que negociam com múltiplos baixos (as chamadas ações de valor) enquanto o mercado todo corre atrás de IA e crescimento. Bancos, financeiras, alguns industriais, energia: setores inteiros foram abandonados enquanto investidores perseguem “as sete magnificas” da IA.

Isso cria oportunidade. Se você acredita que em 2026 o ciclo de IA vai continuar (e praticamente todos acreditam), mas também quer diversificação em um mercado caro, a estratégia é simples:  diversifique entre alocação internacional em IA via ETF (capturando o crescimento sem tentar adivinhar o vencedor) e ações de valor isoladas.

ETFs de IA reduzem o risco de escolher uma empresa errada e ainda capturam o movimento do setor inteiro. Ações de valor agregam potencial de ganho de múltiplo quando as empresas são reprecificadas.

E a Renda Fixa Americana? À medida que o Federal Reserve cortar juros em 2026 (os analistas projetam de um a dois cortes em 2026), Treasuries e títulos corporativos americanos tendem a perder atratividade. Mas aqui é importante não ser absolutista.​

Entendo que apesar de um retorno esperado mais apertado, ainda faz sentido manter uma parcela da carteira global em renda fixa americana, mas não como aposta de crescimento e sim como hedge (uma proteção contra surpresas). Se o dólar se valorizar abruptamente (cenário de “flight to safety” em caso de crise global), seus Treasuries ganham tanto pelo rendimento quanto pela valorização cambial.

Para investidores mais sofisticados, temos alguns ativos alternativos que podem fazer sentido, como Ouro e Bitcoin

Você viu as notícias sobre ouro em máximas históricas? É real.

O ouro acumulou alta superior a 60% em 2025, o maior desempenho anual desde 1979. Os bancos centrais mundo afora (inclusive o Brasil, que comprou 42,8 toneladas entre setembro e novembro) continuam acumulando. Por quê? Porque o ouro é o antídoto para incerteza geopolítica e para a redução de reservas em dólar.​

Tudo indica que o ouro pode chegar a US$ 5.000 por onça em 2026, a partir dos US$ 4.400+ de hoje. Mas aqui está o ponto delicado: o momentum já foi capturado em 2025. Significa que ouro pode fazer parte de sua carteira como defesa, não como aposta de explosão.

Já o Bitcoin é a outra conversa. O Bitcoin entrou em 2026 com perspectivas construtivas, mas ainda cercado de volatilidade. O consenso sugere menos “explosão” e mais “amadurecimento”. A entrada de ETFs e investidores institucionais mudou a dinâmica do ativo recentemente. Analistas projetam potencial de valorização em 2026, dependendo do cenário.​

Se você é mais arrojado, Bitcoin como parcela pequena (máximo 5% da carteira) faz sentido para exposição a inovação financeira e diversificação verdadeira.

Resumindo tudo: a hora é de seletividade cirúrgica.

Não existe “rentabilidade fácil” em 2026. Os índices estão altos demais para ingenuidade. Mas para quem faz o dever de casa (que olha além dos números agregados, que procura nos setores menos badalados, que não muda estratégia quando manchetes gritam risco) as oportunidades ainda existem.

Montar uma carteira é como montar um time: cada ativo tem uma função específica. E em um ano como 2026, onde o excesso de dinheiro procura por rendimento real (aquele que sobra depois da inflação), a disciplina na seleção será exatamente o que separa os investidores que ganham daqueles que apenas acompanham os índices.

A questão agora é: você está pronto para ser seletivo?

Caso você precise de ajuda para montar um portfólio diversificado com os ativos adequados para atingir seus objetivos, agende uma reunião gratuita para conversar com um dos nossos consultores.

COMPARTILHE

Dicas de Investimentos em seu Email

Ao clicar no botão você autoriza o GuiaInvest a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

O Que Ler Agora...

plugins premium WordPress

Quer ganhar um plano de investimentos para aumentar a rentabilidade da sua carteira?

Responda 4 perguntas rápidas e ganhe uma consulta gratuita com um consultor.

Quer saber se sua carteira está realmente protegida contra a próxima crise?

Faça um Diagnóstico Gratuito e Descubra onde estão os Riscos e Oportunidades do seu Patrimônio.

Sem compromisso. Atendimento 100% independente e isento de comissões.